sexta-feira, 26 de abril de 2013

LIVRO: "CONCURSO PÚBLICO E O INIMIGO INTERIOR", ATAHUALPA FERNANDEZ E MARLY FERNANDEZ

SINOPSE: Parece que nos acostumamos, desde a universidade, a viver no mundo dos conteúdos mínimos, do mínimo esforço, dos resumos e anotações, das informações inconexas e fragmentadas, da leitura de códigos e leis, do aprendizado desvinculado e despersonalizado... Só habitam nossa paisagem uma hiperestesia do imediato, do atualizado, da impaciência, do “fast learning”, um panorama em que nunca tivemos tanta oportunidade de aprender e nunca aprendemos menos. Estamos no tempo dos cursos preparatórios, dos cursos online, das aulas virtuais, dos vídeos-aula, das retas finais, dos extensivos e intensivos, das maratonas, dos “shows de conhecimentos”, do “show do direito”... A gente lhes crê, porque os paroquianos fiéis sempre são crédulos empedernidos. Os cursinhos, os gurus da motivação, os “turbinadores de cérebro”, os auto-proclamados “triunfadores” ocupam tudo, invadem nossas vidas de forma hiper-realista e se dispersam em um fenômeno cada vez mais extremo. O discurso dos “melhores preparados” é uma apologia à inflação mediática do ensino preparatório para concursos, consumível por todos e a todas as idades, em todo momento, em casa, fora de casa e à distância. Toda uma indústria desenhada para exaltar e perpetuar, manipulando nossas esperanças, a crença de que aprender consiste, fundamentalmente, em “tragar-se” os conhecimentos transmitidos pelo professor e a pensar sem fatiga com a cabeça dos demais. Embora certo grau de memorização seja necessário para um concurso público, o aprendizado verdadeiramente valioso, útil, consolidado e estável é aquele que disseca a matéria estudada não para “decorar”, mas para  compreender... O mérito e a valia de uma pessoa radicam no ânimo e na vontade; daí é donde provém sua verdadeira virtude. O esforço é a firmeza não somente de estudos e preparação constantes, senão também, e principalmente, da motivação e do espírito; de nossa própria valia e férrea disposição em praticar a autonomia do conhecimento. Nossa intenção é que o leitor perceba que a forma em que elegemos comportar-nos e pensar, e o que elegemos ver e aceitar em nossa mente, afeta não somente nossa experiência presente e nossos propósitos futuros, senão também (implicitamente) a programação de nosso cérebro. Em outras palavras, a reconhecer que somos, em um maior ou menor grau, pessoalmente responsáveis pela autoria de nossa vida. Portanto, ali donde não temos claro o que pretendemos alcançar com nossa vida profissional, quais são as metas (pessoais) que buscamos, quais são os objetivos a que aspiramos, quais são os valores principais que orientam nossa vida, ali não haverá terra fértil para o cultivo da liberdade, da autonomia, da virtude e de nenhuma classe de conhecimento. Ali só nascerão as esporas de uma existência totalmente à deriva, dependente e escrava das circunstâncias e do sempre insensato capricho dos demais. O único problema é que quem se limita a seguir, nada segue, nada encontra e, pior ainda, nada busca. Um destino insofrível.

SOBRE OS AUTORES:

ATAHUALPA FERNANDEZ Membro do Ministério Público da União /MPU/MPT; Pós-doutor em Teoría Social, Ética y Economia pela Universidade Pompeu Fabra/Barcelona/Espanha; Doutor em Filosofía Jurídica, Moral y Política pela Universidade de Barcelona/Espanha; Mestre em Ciências Jurídico-civilísticas pela Universidade de Coimbra/Portugal; Pós-doutorado e Research Scholar do Center for Evolutionary Psychology da University of California/Santa Barbara/USA; Pós-doutorado em Neurociencia Cognitiva – Universitat de les Illes Balears/Eapanha; Research Scholar da Faculty of Law/CAU- Christian-Albrechts-Universität zu Kiel-Alemanha; Especialista em Direito Público pela UFPa./Brasil;Professor Colaborador Honorífico (Livre Docente) e Investigador da Universitat de les Illes Balears/Espanha (Cognición y Evolución Humana / Laboratório de Sistemática Humana/ Evocog. Grupo de Cognición y Evolución humana/Unidad Asociada al IFISC (CSIC-UIB)/Instituto de Física Interdisciplinar y Sistemas Complejos/UIB.

MARLY FERNANDEZ Doutora em Humanidades y Ciencias Sociales/ Universitat de les Illes Balears- UIB/Espanha; Pós-doutorado (Filogènesi de la moral y Evolució ontogènica)/ Laboratório de Sistemática Humana- UIB/Espanha; Mestre em Cognición y Evolución Humana/ Universitat de les Illes Balears- UIB/Espanha; Mestre em Teoría del Derecho/ Universidad de Barcelona- UB/ Espanha; Investigadora da Universitat de les Illes Balears- UIB / Laboratório de Sistemática Humana/ Evocog. Grupo de Cognición y Evolución humana/Unidad Asociada al IFISC (CSIC-UIB)/Instituto de Física Interdisciplinar y Sistemas Complejos/UIB/Espanha.

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Um comentário:

Anônimo disse...

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